#01 Existe vida pós-defesa? (O que não te contaram ainda)

Oi, uvinhas! Tudo certo?
Antes de mais nada é com grande entusiasmo e uma dose de loucura que venho anunciar que durante um mês, a partir de hoje, teremos posts todos os dias no blog de segunda a sexta. Estou louca? Talvez, mas preciso contar com a ajuda de vocês curtindo, comentando e compartilhando que a maquininha de publicações aqui está a todo vapor e a programação está incríve (tem assunto sobre quase tudo haha)l. Vamos conversar sobre bastante coisa ainda, viu?

Quero informar também que embora o assunto de hoje seja tratado com muito bom humor, ele é totalmente verídico. Eu sou testemunha de cada palavra que você lerá a partir de agora. Tenho pouco mais de 3 meses que defendi minha dissertação de Mestrado. Como bolsista, a minha situação pós-defesa era ainda mais incerta. O motivo? Quando se é bolsista você não pode ter vínculo empregatício. Esse é um dos contras que você deve pensar bem ao decidir seguir esse rumo. E é por isso que trouxe 5 coisas que aprendi durante esse pouco tempo de desespero e aflição.

1) Você não se identifica com o título
As pessoas passam a te tratar de uma forma diferente. Como se você fosse antes fosse apenas o discípulo e depois houvesse se tornado o mestre. Contudo, esse tratamento se dá pelo fato de que parte do seu treinamento foi concluído, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido. Certo dia, cheguei no grupo de pesquisa e de repente estava me sendo solicitada a produção de um pequeno projeto de pesquisa ao qual eu estivesse interessada em pesquisar já que meu vínculo não era mais de aluna (eu fiquei de cara!). Ou seja, quanto mais alto o nível acadêmico, maiores as reponsabilidades. Xeque-mate!

2) Você estudou para ter um emprego e um salário melhor, mas nem sempre o emprego te quer

Você já se perguntou porquê as pessoas estão cada vez mais atrás de títulos? Sim, elas estão em busca de oportunidades melhores. Mas, enquanto tem gente atrás de se especializar para conseguir melhores vagas. Há também quem tem interesse apenas no básico. Surgiu uma grande oportunidade de emprego de carteira assinada em uma faculdade. A área era justamente aquela em que eu tinha defendido minha dissertação, eu estava pronta para começar no mesmo dia e a surpresa veio na escola de um especialista. O motivo? O salário de professor mestre é maior do que o que tem apenas especialização. Ou seja, embora o título te torne atraente ele também poderá repelir algumas oportunidades. Cheers!

3) Você não pode fazer uso do título sem o diploma
Se eu contar todas as oportunidades que perdi por não ter o diploma em mãos ainda você ficaria me abraçando o restante da vida ao saber das batalhas que nem pude lutar. Tudo bem, isso se deve também ao fato de que eu saí da graduação direto para o mestrado, deu nem tempo respirar fazer uma especialização (titulação mínima requerida na maioria dos concursos substitutos ou efetivos de faculdades e universidades). As portas que não foram fechadas no tópico anterior fecharam agora.

4) Tem dias que você quer apostar logo no doutorado, mas tem dias que você se pergunta: O QUE EU FIZ COM A MINHA VIDA?
Saiba que isso acontecerá na maior parte dos teus dias. Enquanto estou aqui esperando o processo burocrático do diploma (você que já defendeu conhece bem) penso se realmente foi uma decisão acertada seguir carreira acadêmica. Às vezes penso se seria mais interessante outra graduação ou um curso técnico e ampliar meu leque de oportunidades de trabalho. É um período de indecisão, a gente não sabe se é lagarta ou borboleta.

5) Se você está decidido a tentar a vida de doutor/a, conseguir isso pode ser mais difícil do que se pensa
Uma coisa que eu também considero contraditória neste universo é o fato de que os editais encaminham para certo período de “espera” após o mestrado. É importante já ter em mente para onde você quer ir tentar o doutorado pois, nem sempre os itens considerados na prova de títulos da instituição em que você estuda são considerados em outro Programa de Pós-Graduação. Sei disso porque tive a ousadia de ler um edital aberto para minha linha de pesquisa em outro estado. De 10 itens em que se podia pontuar eu tinha 3. E assim morreu Maria Preá.

Se você já passou por isso, o que eu me esqueci de contar? Pensa em fazer o Mestrado? Comente aqui em quê e qual sua maior dúvida.
Beijinhos!!

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23 anos. Cristã SUD (Mórmon). Casada. Mestre em Educação. Blogueira por paixão. Ama música, moda e maquiagem.

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