Diz uma lenda asteca que quando você é criança, está subindo uma montanha. Quando adulto chega no topo e, a medida que envelhece, você vai descendo a montanha. Isso explica o fato de não estar me reconhecendo ultimamente, não só fisicamente porque eu mudei MUITO a ponto de pessoas não me reconhecerem, mas também não sinto que tenho a mesma “cabeça” de antes. Isso também explica o fato de eu não ter mais tanta pressa e nem me cobrar tanto. Parece que, quando chegamos no topo da montanha, descobrimos como é bom apreciar a paisagem. E, pasmem: nunca me senti tão bem sozinha. Sim, é uma fase solitária e você se sente bem consigo mesma. Curte cada pequena redescoberta por finalmente ter saído do casulo e se descoberto borboleta, ao invés de lagarta. E, assim como a borboleta entende que é preciso viver cada momento porque ele não volta e, ao fim, do dia não se pode ter remorso do que já passou. Afinal, já passou. Passado não se muda, então não adianta olhar para trás. Carpe Diem, É possível que não se tenha mais tantas amizades e muitas mensagens não lidas  no whatsapp, a vida passa em câmera lenta porque você está vivendo tudo ao máximo, então, se não somar, deixe passar.  Flua apenas aquilo que te faz seguir. Discutir está fora de cogitação, muito tempo já se foi perdido com gritos que não foram ouvidos, existe tantas outras coisas em jogo que ele não vai parar porque o atacante está contundido. E você tem o encontro mais importante da sua vida: consigo mesmo.  Pela primeira vez, há uma cadeira posta para si mesma, um convite para um chá e um pedido para ficar mais um tempo. E você passa a amar sua própria companhia, finalmente bem, dentro de si mesma. Descobrindo poesia em cada movimento dado em perfeita sintonia com aquela força que te faz seguir.

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23 anos. Cristã SUD (Mórmon). Casada. Mestre em Educação. Blogueira por paixão. Ama música, moda e maquiagem.

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